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Aprendendo a Treinar

Um dos pontos mais importantes no treinamento desportivo, seja em qual modalidade for, é cumprir os treinos de acordo com a prescrição do profissional da área, o qual por sua vez, deve procurar obter a melhor dose-resposta para a obtenção das modificações necessárias no processo de adaptação dos indivíduos.

Muitos  consideram que os treinamentos desenvolvidos em baixa intensidade (abaixo de 75% da FCmáx ou abaixo de 70% do VO2máx) não provocam adaptações positivas no sistema cardiorrespiratório e musculoesquelético, mas isto não é verdade.

Os estímulos de baixa intensidade (pequena, média ou longa duração), provocam adaptações importantes que melhoram a eficiência da atividade, seja através da recuperação efetiva após treinos extenuantes, seja através de altos volumes de trabalho executados em baixa intensidade, que potencializam o sistema aeróbio, com maior utilização das gorduras no aporte energético e aumentando o volume do plasma sanguíneo, possibilitando uma base que favorece a elevação da capacidade e da potência aeróbia. Cada estímulo, dependendo da sua intensidade, provoca uma determinada adaptação, e o conjunto de adaptações que as diferentes intensidades  impõem, proporcionam o aumento da capacidade de trabalho, levando a uma maior performance nos desportos de endurance.

Na prática, é importante definir as zonas de intensidade (as quais possuem várias nomenclaturas ao redor do mundo), que chamaremos de:  A1 (limiar aeróbio), A2 (limiar anaeróbio) e A3 (VO2máx – máximo consumo de oxigênio). Estas zonas de treinamento tem o “A” como letra inicial por serem intensidades nas quais a predominância do metabolismo energético é suprido pelo sistema aeróbio (na presença do oxigênio). Quando falamos em predominância, queremos dizer que existe uma parcela do metabolismo energético que é suprida pelo sistema anaeróbio (sem a presença de oxigênio), mas em menor grau (menor no A1, elevando-se no A2 e A3).

Para definirmos as zonas de intensidade individuais temos algumas opções, utilizando-se de testes laboratoriais (ergoespirometria), testes invasivos (resposta do lactato) ou testes indiretos (velocidade critica e testes de performance).

Cada um dos meios de detecção das zonas de intensidade tem seus prós e contras, mas a utilização de qualquer um deles é melhor do que não utilizá~los.

Considero que a avaliação ergoespirométrica, realizada com a supervisão de um cardiologista (preferencialmente especializado em medicina esportiva), e a resposta do lactato sanguíneo (realizado pelo fisiologista), são os métodos que proporcionam o maior número de informações, as quais correlacionadas com a resposta da frequência cardíaca e com a percepção subjetiva do esforço, oferecem aos técnicos e atletas um “controle fino” do treinamento, em termos de intensidade.

Definindo as zonas de intensidade, é possível,  através da organização racional do treinamento, obter resultados positivos, favorecendo o equilíbrio “dose-resposta”.

 

Prof. Homero Cachel

CREF 6227 G/PR

Mestre em Educação Física

Fisiologia da Performance

Técnico de Triathlon Nível I (International Triathlon Union)

 

 

 “dose-resposta”: carga adequada de trabalho, que possibilita a melhor adaptação.

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