Noticias

Contato

A performance “contrarrelógio”

Aerodinâmica

A resistência do ar representa cerca de 90% do esforço que se desenvolve quando o ciclista pedala num percurso plano, a uma velocidade de 30-35 km / h ou superior.

A posição do atleta sobre a bicicleta, portanto, é de extrema importância.

Reduzindo a área frontal do corpo do atleta enquanto pedala, geralmente traz um posicionamento extremo, permitindo uma redução da resistência aerodinâmica em até 35% , em comparação com  a posição habitual na bicicleta de estrada.

Esta posição mais aerodinâmica implica, geralmente, numa diminuição na eficiência da pedalada e um aumento no custo metabólico do movimento, com uma consequente redução da potência média capaz de ser mantida  pelo ciclista durante o esforço.

Esta queda de energia pode ser muito relevante (mesmo entre 10-20%), e por tal razão deveria ser quantificada por testes, simulando intensidades de prova, seja na estrada ou no laboratório.

O balanço ideal entre ganho aerodinâmico e redução da potência é a chave de uma grande performance. Com o treinamento específico, mantendo a posição aerodinâmica é possível reduzir tal perda de potência.

Atrito de rolamento

Muitas vezes subestimada, a resistência ao rolamento é principalmente devida à compressão  e  deformação dos pneus e à superfície do solo.

É inversamente proporcional a pressão dos pneus e sua área de contato com o solo.

O tipo de pneus (clincher ou tubulares) e seu diâmetro também são relevantes, em conjunto com o atrito devido a peças mecânicas (cubos, movimento central, corrente, etc).

A resistência ao rolamento se torna mais importante em subidas, por causa das baixas velocidades e deformações laterais (quadro, rodas e pneus), durante a aplicação da energia (ainda mais na posição em pé), pois chegam a desperdiçar uma quantidade bastante razoável da potência desenvolvida pelo ciclista.

Pedivelas e cadência de pedalada

Pedivelas diferentes em comprimento em relação a bicicleta de estrada muitas vezes são utilizados em eventos de contra relógio: normalmente ciclistas utilizam um pedivela maior no contra relógio, mas hoje existe uma tendência de se utilizar comprimentos menores, mas ainda não existe uma comprovação definitiva da vantagem de um ou de outro comprimento.

Minha sugestão é não alterar os pedivelas com medidas superiores a 2,5 mm, pois acarretaria numa diferença muito significativa na técnica de pedalada.

A cadência de pedalada ideal varia de acordo com a potência desenvolvida e com o tipo de fibras musculares do atleta: a predominância de fibras de contração lenta (tipo I) irá sugerir cadências mais elevadas (95- 105 rpm), enquanto o predomínio das fibras de contração rápida (tipo II) irá sugerir cadências mais baixas (80-90 rpm).

Tática de prova

Um início aproximadamente 5% abaixo de sua capacidade (potência média possível) para os primeiros 6 minutos de esforço, permite que o sistema cardiorrespiratório alcance o máximo de eficiência, reduzindo a parcela do sistema lático nos minutos iniciais.

Em percursos que apresentam pequenas subidas ou curtas distâncias de vento contrário, é vantajoso desenvolver potência ligeiramente mais elevada nestes trechos (entre 5-10%) do que a potência média, e ao mesmo tempo reduzi-la 5% nas distâncias mais favoráveis, em vez de tentar manter um potência constante por toda a prova.

logo-footer

Assessoria, consultoria, treinamento funcional, fitness, avaliação física e fisiológica.

Contato

Entre em contato e saiba mais sobre o nosso trabalho.

(41) 9962-7413
(41) 9636-6528
contato@homerocachel.com.br